Romanos 11:22
“Considera pois a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; porém para contigo, a benignidade de Deus, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira, tambem tu serás cortado.”
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O que este versículo diz
Paulo convida a contemplar duas faces do agir divino ao mesmo tempo: "a bondade e a severidade de Deus". Severidade para com os que caíram na incredulidade; benignidade para com o gentio acolhido. Mas essa bondade não é posse garantida: vale "se permaneceres na sua benignidade". Caso contrário, adverte, "também tu serás cortado". As duas faces existem para que ninguém escolha só a que lhe agrada.
É um equilíbrio precioso e frequentemente perdido. Enfatizar apenas a severidade produz medo servil; enfatizar apenas a bondade produz displicência. Paulo mantém as duas unidas para gerar amor confiante e responsável. O verbo-chave é "permanecer": a graça não é um episódio do passado, mas uma relação a ser habitada dia após dia. Para o leitor, há um chamado a não presumir e a não desesperar. Deus é bom, e sua bondade nos sustenta; Deus é justo, e sua justiça nos mantém sérios. Descansar na benignidade divina e permanecer nela são a mesma coisa vista por dentro e por fora.