Romanos 2:21

Romanos 2:21
“Tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que prégas que não se deve furtar, furtas?”
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O que este versículo diz

Depois de reconhecer todos os privilégios do interlocutor, Paulo desfere a série de perguntas que expõem a contradição central: "tu, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo?". É o golpe do argumento. De que vale toda a competência de mestre se ela não alcança o próprio mestre? E o primeiro exemplo é direto: "tu, que pregas que não se deve furtar, furtas?". Não se trata necessariamente de acusação literal contra cada judeu, mas de um princípio que denuncia a incoerência entre o discurso e a vida.

A força da pergunta está em que ela vale para qualquer época e qualquer pessoa religiosa. É sempre mais fácil aplicar a norma aos outros do que a si mesmo. Devocionalmente, esse versículo é um espelho incômodo e necessário. Antes de ensinar, corrigir ou pregar, somos chamados a nos submeter à mesma palavra que dirigimos aos demais. A coerência não é perfeição, mas é a honestidade de buscar viver aquilo que anunciamos. Sem ela, o ensino se esvazia.

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