Romanos 4:16
“Portanto é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade, não somente à que é da lei, mas tambem à que é da fé de Abraão, o qual é pai de todos nós;”
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O que este versículo diz
Paulo recolhe agora as pontas do argumento numa conclusão luminosa. Por tudo o que foi dito, a herança é "pela fé", e o motivo é explícito: "para que seja segundo a graça". Fé e graça caminham juntas; a primeira recebe o que a segunda oferece gratuitamente. E há um propósito nisso: só assim a promessa pode ser "firme a toda a posteridade". Se dependesse do cumprimento da lei, seria sempre incerta; fundada na graça, torna-se inabalável.
O alcance dessa firmeza é universal. A promessa vale não apenas para os que estão "da lei", os judeus, mas também para os que compartilham "a fé de Abraão", os gentios crentes. Por isso o patriarca é chamado "pai de todos nós": em torno da fé se forma uma única família, que atravessa fronteiras de povo e religião. Para o leitor de hoje, o versículo oferece uma segurança serena. Como nossa aceitação repousa na graça e não no nosso frágil desempenho, ela não oscila com nossos altos e baixos. A promessa é firme porque quem a sustenta é fiel.