Romanos 4:2
“Porque, se Abraão foi justificado pelas obras, tem de que se gloriar, mas não diante de Deus.”
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“Porque, se Abraão foi justificado pelas obras, tem de que se gloriar, mas não diante de Deus.”
O que este versículo diz
Paulo concede uma hipótese apenas para desmontá-la. Se de fato Abraão tivesse sido declarado justo por suas obras, então teria motivo legítimo de orgulho, algo de que se "gloriar". Mas o apóstolo imediatamente corta essa possibilidade com uma ressalva decisiva: talvez diante dos homens houvesse algo a exibir, mas "não diante de Deus". Perante o Criador, ninguém apresenta um currículo que o coloque em posição de credor.
O termo "gloriar-se" atravessa toda a carta e resume o problema humano: a tendência de fundar nossa dignidade em nós mesmos. Paulo insiste que a fé exclui esse orgulho, porque a fé, por natureza, olha para fora de si e se apoia em Outro. Para nós, o versículo é um convite a examinar onde buscamos nosso valor. Enquanto medirmos nossa aceitação por realizações religiosas ou morais, ainda estaremos tentando nos gloriar. O evangelho nos liberta dessa fadiga: diante de Deus não há espaço para vaidade, apenas para gratidão.