Concubina do levita

Mulher de um levita de Efraim cuja morte violenta, narrada em Juízes 19, desencadeou a guerra contra a tribo de Benjamim.

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A concubina do levita é uma das figuras mais trágicas do livro de Juízes. Ela não é nomeada no texto bíblico, e sua história, narrada em Juízes 19, ilustra o clima de desordem e violência que marcava Israel no tempo em que "não havia rei" e "cada qual fazia o que parecia reto aos seus olhos".
Segundo Juízes 19, ela era concubina de um levita que residia nos confins da montanha de Efraim. Após um desentendimento, ela retornou à casa de seu pai, em Belém de Judá. O levita foi até lá para reconciliar-se com ela e, após alguns dias de hospitalidade, os dois partiram de volta.

No caminho, ao anoitecer, hospedaram-se em Gibeá, cidade da tribo de Benjamim. Naquela noite, homens da cidade cercaram a casa. A concubina foi entregue a eles e sofreu abusos até a manhã, vindo a morrer. O levita levou o corpo para casa e, em sinal de denúncia, dividiu-o em doze partes, enviando-as por todo o território de Israel.

O episódio comoveu e revoltou as demais tribos, que se reuniram para exigir justiça. A recusa dos benjamitas em entregar os culpados levou a uma guerra que quase exterminou a tribo de Benjamim, conforme os capítulos 20 e 21 de Juízes. A narrativa é apresentada pelo texto bíblico como exemplo extremo da degradação moral daquele período.

Onde aparece na Bíblia

Citado em 18 versículo(s)

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