Novena de Santa Zita

Padroeira das empregadas domésticas e do trabalho humilde · Festa: 27 de abril

Santa Zita nasceu por volta de 1218, em Monsagrati, perto de Lucca, na Itália, no seio de uma família pobre e profundamente cristã. Ainda muito jovem, com cerca de doze anos, foi trabalhar como empregada doméstica na casa de uma família abastada da cidade, onde permaneceu servindo fielmente por quase toda a vida. Fez de seu trabalho humilde um caminho de santidade, unindo a oração ao serviço diligente e a caridade para com os pobres. Foi reconhecida como santa pela devoção popular e sua veneração confirmada pela Igreja.

Rezamos esta novena para pedir a intercessão daquela que soube santificar o trabalho cotidiano e transformar os deveres mais simples em oferenda a Deus. Zita cumpria suas tarefas com tanto zelo e amor que dizia que um servo não é bom se não for diligente, e que a preguiça não pode conviver com a piedade verdadeira. A ela recorrem de modo especial as empregadas domésticas, os trabalhadores humildes e todos os que buscam santificar o trabalho de cada dia.

Esta novena pode ser rezada nos nove dias que antecedem sua festa, celebrada em 27 de abril, ou em qualquer momento em que precisemos de luz para viver o trabalho como caminho de santidade. Reze com simplicidade e fervor, pedindo a Zita o dom de servir com amor e diligência. Que esta serva fiel nos ensine que também as tarefas mais ocultas podem tornar-se grandes aos olhos de Deus.

Como rezar esta novena

  1. Reze durante 9 dias seguidos, de preferência sempre no mesmo horário.
  2. Comece pela Oração inicial (a mesma em todos os dias).
  3. Leia e reze a meditação e a oração do dia correspondente, apresentando a sua intenção.
  4. Encerre com a Oração final.

Orações de todos os dias

Oração inicial

Ó Deus, que na humilde Santa Zita nos destes um exemplo admirável de fidelidade no trabalho e de amor aos pobres, concedei-nos, por sua intercessão, a graça de santificar nossas ocupações diárias. Ensinai-nos a servir com diligência e alegria, a unir a oração ao dever e a ver em cada tarefa uma ocasião de vos amar. Dai-nos um coração humilde e generoso, que não despreze os trabalhos simples e saiba encontrar-vos no serviço aos irmãos. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Oração final

Santa Zita, serva fiel e amiga dos pobres, alcançai-nos a graça que pedimos nesta novena. Ensinai-nos a santificar o trabalho, a servir com amor e a socorrer os necessitados. Rogai por todos os trabalhadores humildes e por quantos buscam a Deus no dever de cada dia. Amém.

Os 9 dias da novena

1º dia — A santidade no cotidiano

Santa Zita não realizou obras grandiosas aos olhos do mundo, nem fundou instituições, nem deixou escritos célebres. Sua santidade floresceu no cumprimento fiel dos deveres ordinários, na casa onde servia, dia após dia, com constância e amor. Ensinou-nos que não é preciso fazer coisas extraordinárias para agradar a Deus, mas fazer com amor extraordinário as coisas comuns. Nós, muitas vezes, sonhamos com feitos heroicos e desprezamos os pequenos deveres de cada dia, achando-os sem valor. Zita nos recorda que a santidade se constrói justamente na fidelidade ao cotidiano. Peçamos hoje a graça de valorizar as tarefas simples da nossa vida e de realizá-las com amor. Santa Zita, que soubestes santificar o dia a dia, alcançai-nos a graça de encontrar Deus no cumprimento fiel de nossos deveres. Ensinai-nos que cada gesto feito por amor tem valor eterno, e que o caminho da santidade passa pela fidelidade nas pequenas coisas de todos os dias.

2º dia — O trabalho como oração

Para Zita, trabalho e oração não se opunham, mas se uniam de modo admirável. Ela rezava enquanto cumpria suas tarefas, oferecendo cada esforço a Deus e mantendo o coração elevado ao Céu mesmo nas ocupações mais absorventes. Assim, todo o seu dia se transformava em contínua oração. Nós, ao contrário, muitas vezes separamos a fé do trabalho, como se Deus estivesse ausente de nossas ocupações. Zita nos ensina que é possível rezar trabalhando e trabalhar rezando, fazendo de toda a jornada uma oferenda. Peçamos hoje a graça de unir o trabalho à oração, de manter a presença de Deus em meio às nossas atividades. Santa Zita, que fizestes de vosso trabalho uma prece contínua, alcançai-nos a graça de santificar nossas ocupações. Ensinai-nos a oferecer a Deus cada tarefa, a elevar o coração ao Senhor no meio de nossos afazeres e a descobrir que o trabalho feito com amor se torna caminho de união com Deus e fonte de graças.

3º dia — A diligência e o zelo

Zita era conhecida por sua diligência e pelo zelo com que cumpria cada dever. Costumava dizer que um servo preguiçoso não é bom servo e que a piedade não convive com a negligência. Não deixava para depois o que devia ser feito, nem realizava suas tarefas pela metade; punha em tudo o melhor de suas forças. Nós, tantas vezes, cedemos à preguiça, ao descuido e à falta de empenho, cumprindo nossos deveres sem esmero. Zita nos ensina que a fidelidade a Deus se manifesta também no capricho e na dedicação ao trabalho. Peçamos hoje a graça de vencer a preguiça e de cumprir nossos deveres com zelo e responsabilidade. Santa Zita, exemplo de diligência, alcançai-nos a graça de trabalharmos com dedicação e esmero. Ensinai-nos a não sermos negligentes nem preguiçosos, mas a pormos em cada tarefa o melhor de nós mesmos, sabendo que servimos a Deus quando servimos com fidelidade e empenho aqueles a quem devemos servir.

4º dia — A humildade no serviço

Embora dotada de grandes virtudes, Zita nunca buscou destaque nem reconhecimento. Permaneceu toda a vida como simples empregada, contente com sua condição humilde e feliz em servir. Não se envergonhava de seu trabalho, nem invejava posições mais altas; encontrava sua grandeza em ser pequena e fiel. Nós, muitas vezes, buscamos honras, cargos e admiração, e nos entristecemos quando devemos ocupar lugares humildes. Zita nos ensina que a verdadeira grandeza está em servir com humildade, sem buscar aparecer. Peçamos hoje a graça de aceitar com alegria nossa condição e de servir sem orgulho nem vaidade. Santa Zita, serva humilde e contente, alcançai-nos a graça de amar a humildade. Ensinai-nos a não desprezar os trabalhos simples nem a buscar reconhecimento, mas a encontrar nossa alegria em servir a Deus e ao próximo com coração humilde, imitando Aquele que veio não para ser servido, mas para servir.

5º dia — A caridade para com os pobres

O coração de Zita era grande na caridade. Do pouco que possuía, repartia com os pobres, e não raro privava-se do próprio alimento para socorrer os famintos que batiam à porta. Via em cada necessitado o próprio Cristo e não sabia recusar ajuda a quem sofria. Sua generosidade era tão notável que dela se contam belos prodígios de misericórdia. Nós, muitas vezes, fechamos o coração diante da miséria alheia, presos ao egoísmo e ao apego aos bens. Zita nos ensina que a verdadeira piedade se prova na caridade concreta para com os pobres. Peçamos hoje a graça de um coração generoso, atento às necessidades dos irmãos. Santa Zita, amiga dos pobres, alcançai-nos a graça de amar e socorrer os necessitados. Ensinai-nos a repartir o que temos, a reconhecer Cristo em cada pessoa que sofre e a praticar a misericórdia sem medir sacrifícios, sabendo que o que fizermos aos mais pequeninos, a Ele o teremos feito.

6º dia — A paciência nas contrariedades

Nem sempre Zita foi bem compreendida. Nos primeiros tempos, alguns companheiros de serviço a invejavam e a maltratavam, e houve quem a acusasse injustamente diante de seus patrões. Ela, porém, suportava tudo com paciência e mansidão, sem revidar nem guardar rancor, respondendo ao mal com o bem. Com o tempo, sua bondade venceu a hostilidade e conquistou o respeito de todos. Nós, diante das injustiças e contrariedades, facilmente nos irritamos, revidamos e alimentamos ressentimentos. Zita nos ensina a força mansa da paciência cristã, que tudo suporta por amor. Peçamos hoje a graça de suportar com serenidade as contrariedades e injustiças da vida. Santa Zita, paciente nas provações, alcançai-nos a graça da mansidão e da paciência. Ensinai-nos a não revidar o mal com o mal, a perdoar as ofensas e a vencer, pela bondade e pela paciência, a hostilidade e a incompreensão dos que nos cercam.

7º dia — A fidelidade e a honestidade

Zita era digna de toda confiança. Guardava com honestidade os bens que lhe eram confiados, sem jamais tomar para si o que não lhe pertencia, e cumpria seus deveres com absoluta lealdade. Seus patrões podiam entregar-lhe tudo sem receio, pois sabiam de sua retidão e fidelidade. Nós, tantas vezes, cedemos à desonestidade, ainda que em pequenas coisas, e faltamos à lealdade e à confiança que depositam em nós. Zita nos ensina que a fidelidade nos pequenos deveres é sinal de uma alma reta diante de Deus. Peçamos hoje a graça de sermos honestos e fiéis em tudo, dignos da confiança que nos concedem. Santa Zita, modelo de fidelidade e honestidade, alcançai-nos a graça de vivermos com retidão. Ensinai-nos a ser fiéis nas pequenas e nas grandes coisas, a respeitar o que pertence aos outros e a cumprir nossos compromissos com lealdade, para que sejamos, como vós, servos bons e fiéis aos olhos de Deus.

8º dia — A vida de oração e sacramentos

Apesar das muitas ocupações, Zita nunca descuidava da vida de oração. Levantava-se de madrugada para participar da Santa Missa, frequentava os sacramentos e nutria uma devoção terna à Eucaristia. A oração era a fonte secreta de onde brotava sua força para servir com tanto amor e diligência. Nós, absorvidos pelas atividades, muitas vezes deixamos a oração e os sacramentos em segundo plano, e por isso enfraquecemos. Zita nos ensina que é da união com Deus na oração e nos sacramentos que nasce a força para viver santamente o trabalho. Peçamos hoje a graça de nunca descuidar da oração e da vida sacramental. Santa Zita, alma de oração e amiga da Eucaristia, alcançai-nos a graça de valorizar a Missa e os sacramentos. Ensinai-nos a buscar em Deus a força para nossos deveres, a começar o dia com a oração e a encontrar no encontro com o Senhor a fonte de toda a nossa fidelidade e amor.

9º dia — A recompensa dos servos fiéis

Ao fim de uma vida inteira de serviço humilde e fiel, Zita partiu serenamente para o encontro com Deus, e logo a devoção popular a proclamou santa, reconhecendo no seu exemplo a grandeza escondida de uma vida simples entregue ao Senhor. Aquela que fora apenas uma empregada é hoje venerada nos altares e invocada por multidões. Assim recompensa Deus os servos fiéis, exaltando os humildes e coroando de glória os que O serviram com amor. Nós, ao concluir esta novena, somos convidados a perseverar na fidelidade, certos de que nada do que fazemos por Deus se perde. Peçamos a graça de viver de tal modo que, ao fim de nossa jornada, ouçamos o convite do Senhor à sua alegria. Santa Zita, serva boa e fiel agora gloriosa no Céu, alcançai-nos a graça de perseverar até o fim. Ensinai-nos a trabalhar e servir com amor durante toda a vida, para que também nós mereçamos a recompensa prometida aos servos fiéis e a felicidade eterna junto de Deus.

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