Novena de São Pantaleão

Médico e mártir; padroeiro dos médicos e dos doentes · Festa: 27 de julho

São Pantaleão viveu no século III, na cidade de Nicomédia, e foi médico de grande fama, chegando a servir na corte do imperador. Convertido à fé cristã, passou a curar os enfermos não somente com sua ciência, mas sobretudo pela invocação do nome de Jesus Cristo, atendendo aos pobres gratuitamente e reconhecendo em cada doente a imagem do Senhor sofredor. Seu nome, que significa 'o que de tudo se compadece', revela a compaixão que marcou toda a sua vida e ministério de caridade.

Rezamos esta novena para pedir a intercessão de São Pantaleão em favor dos doentes, dos que sofrem no corpo e na alma, e de todos os que exercem a nobre missão de cuidar da saúde. Padroeiro dos médicos, enfermeiros e de quantos se dedicam aos enfermos, ele nos ensina a unir a competência ao amor, e a ciência à fé. A ele recorrem os que buscam a cura e a força para carregar a cruz da doença com esperança cristã.

Esta novena pode ser rezada nos nove dias que antecedem sua festa, celebrada em 27 de julho, ou em qualquer tempo de enfermidade e necessidade. Reserve a cada dia um momento de oração serena, faça a oração inicial, medite o tema do dia e seu pedido com fé, e conclua com a oração final, entregando ao santo médico e mártir os enfermos que amamos e as dores que carregamos, confiando na misericórdia do divino Médico das almas e dos corpos.

Como rezar esta novena

  1. Reze durante 9 dias seguidos, de preferência sempre no mesmo horário.
  2. Comece pela Oração inicial (a mesma em todos os dias).
  3. Leia e reze a meditação e a oração do dia correspondente, apresentando a sua intenção.
  4. Encerre com a Oração final.

Orações de todos os dias

Oração inicial

Ó glorioso São Pantaleão, médico compassivo e mártir de Cristo, que curastes os corpos com vossa ciência e as almas com vossa fé, eu me aproximo de vós nestes nove dias com humildade e confiança. Vós que atendíeis os enfermos por amor e invocáveis sobre eles o nome de Jesus, olhai com bondade para as doenças que me afligem e para os que sofrem. Alcançai-me a saúde do corpo, se convier à minha salvação, e sobretudo a saúde da alma. Sede meu intercessor junto ao divino Médico, que tudo pode e a todos ama. Amém.

Oração final

São Pantaleão, médico e mártir, apresentai ao Senhor os pedidos que hoje vos confiei. Alcançai a cura aos enfermos, alívio aos que sofrem e força aos que cuidam dos doentes. Que eu saiba unir minhas dores às de Cristo e confiar sempre na sua misericórdia. Amém.

Os 9 dias da novena

1º dia — A vocação de curar

São Pantaleão, Deus vos concedeu o dom da ciência médica e o talento de curar, e vós recebestes esse dom como um chamado a servir os irmãos que sofrem. Não fizestes da medicina instrumento de vaidade ou lucro, mas caminho de caridade e serviço. Neste primeiro dia de novena, penso em minha própria vocação e nos talentos que Deus me confiou, tantas vezes usados para meu proveito e não para o bem dos outros. Reconheço quão pouco coloco meus dons a serviço do próximo. Ensinai-me, glorioso mártir, que todo talento é dado para edificar e socorrer, não para enriquecer a si mesmo. São Pantaleão, alcançai-me a graça de descobrir e viver minha vocação como serviço aos irmãos, especialmente aos que sofrem, para que eu use tudo o que sou e tenho para a glória de Deus e o bem do próximo, com generosidade e amor sincero.

2º dia — Ciência e fé unidas

Vós, ó São Pantaleão, uníeis admiravelmente a arte da medicina à força da oração, curando não só com remédios, mas invocando sobre os enfermos o nome poderoso de Jesus. Compreendestes que a ciência humana e a graça divina não se opõem, mas se completam para o bem do homem inteiro, corpo e alma. Neste segundo dia, reconheço quantas vezes separo a fé da vida, confiando apenas nos meios humanos e esquecendo de recorrer a Deus, ou, ao contrário, negligenciando os meios que a Providência oferece. Ensinai-me, santo médico, a harmonizar a confiança em Deus com o uso prudente dos recursos que Ele me dá. São Pantaleão, alcançai-me a graça de unir sempre a fé às minhas obras, buscando primeiro o auxílio do Céu e trabalhando depois com diligência, certo de que Deus abençoa o esforço de quem nele confia.

3º dia — Compaixão pelos que sofrem

Vosso próprio nome, ó São Pantaleão, anuncia a compaixão que enchia vosso coração diante de toda dor humana. Não passáveis indiferente ao sofrimento alheio, mas vos inclináveis sobre cada enfermo com ternura e misericórdia, vendo neles o rosto de Cristo. Neste terceiro dia, examino meu coração e reconheço quanto sou insensível diante do sofrimento dos outros, absorto em minhas próprias preocupações e incapaz de me comover com a dor do próximo. Passo ao largo dos que sofrem, como o sacerdote e o levita da parábola. Convertei meu coração endurecido, santo mártir, e enchei-o de verdadeira compaixão. São Pantaleão, alcançai-me a graça de me compadecer sinceramente dos que sofrem, de socorrê-los com gestos concretos de amor e de nunca ser indiferente diante da dor de meus irmãos, tornando-me instrumento da misericórdia de Deus.

4º dia — O cuidado com os pobres

Aos pobres, ó São Pantaleão, atendíeis gratuitamente, sem cobrar nada, pois o amor de Cristo vos movia a servir sem interesse. Enquanto muitos buscavam vantagem no ofício de curar, vós fazíeis da vossa arte um dom oferecido de graça aos que nada podiam pagar. Neste quarto dia, reconheço quanto o egoísmo e o interesse próprio governam minhas ações, esperando sempre recompensa por tudo o que faço. Custa-me servir sem esperar retorno, dar sem receber. Ensinai-me, santo médico dos pobres, a generosidade gratuita que imita a bondade de Deus, que faz o sol brilhar sobre bons e maus. São Pantaleão, alcançai-me a graça de servir os necessitados sem esperar recompensa, de partilhar meus bens com quem tem menos, e de fazer o bem discretamente, buscando apenas a alegria de amar e o olhar do Pai que vê no escondido.

5º dia — A saúde do corpo e da alma

Cuidastes, ó São Pantaleão, não apenas dos corpos enfermos, mas conduzistes muitas almas à fé em Cristo, sabendo que a maior das enfermidades é a do pecado e a maior das curas é a da graça. Vosso zelo pela saúde espiritual dos doentes revelava a profundidade de vossa caridade. Neste quinto dia, apresento-vos as doenças do meu corpo e também as enfermidades da minha alma, as feridas do pecado, os vícios e as fraquezas que me afastam de Deus. Muitas vezes cuido tanto do corpo e descuido totalmente da alma. Ajudai-me, santo médico, a buscar antes de tudo a saúde espiritual. São Pantaleão, alcançai-me a cura das enfermidades do corpo, se convier à minha salvação, e sobretudo a cura das doenças da alma, para que, sarado pela graça, eu viva em amizade com Deus e caminhe são para a vida eterna.

6º dia — Consolo aos enfermos

Junto ao leito dos doentes, ó São Pantaleão, não leváveis apenas remédios, mas palavras de consolo, esperança e fé, aliviando não só a dor do corpo, mas a angústia do coração. Sabíeis que o enfermo precisa tanto de conforto quanto de cura. Neste sexto dia, lembro de todos os que sofrem em hospitais e leitos de dor, dos que se sentem sós, esquecidos e desanimados pela doença prolongada. Peço por eles e também por mim, quando a enfermidade abate meu ânimo e me faz perder a esperança. Consolai os aflitos, santo mártir, e sustentai os que carregam a cruz da doença. São Pantaleão, alcançai a todos os enfermos o consolo da fé e a paz do coração, para que, unindo seus sofrimentos aos de Cristo, encontrem sentido na dor e não percam a esperança na bondade infinita de Deus, que a ninguém abandona.

7º dia — A coragem no martírio

Descoberta vossa fé, ó São Pantaleão, fostes preso e submetido a cruéis tormentos, mas nem a dor nem a ameaça da morte vos fizeram renegar a Cristo. Com coragem admirável, preferistes perder a vida a perder a fé, dando o supremo testemunho de amor ao Senhor. Neste sétimo dia, reconheço quão frágil sou diante das dificuldades e quão facilmente cedo às pressões do mundo, escondendo minha fé por medo do desprezo ou do sofrimento. Falta-me a coragem dos mártires. Fortalecei minha alma, valente São Pantaleão, para que eu confesse a Cristo com firmeza em toda circunstância. São Pantaleão, alcançai-me a graça da coragem cristã, para que eu não negue minha fé por comodismo ou temor, mas dê testemunho de Jesus com a vida e as palavras, permanecendo fiel até o fim, custe o que custar.

8º dia — A recompensa do médico dos pobres

Por vossa fidelidade e caridade, ó São Pantaleão, recebestes de Deus a coroa do martírio e a glória eterna, sendo constituído poderoso intercessor de todos os enfermos e de quantos cuidam deles. Vossa recompensa foi grande porque grande foi vosso amor. Neste oitavo dia, penso na verdadeira recompensa que devo buscar, não a dos homens nem a das riquezas passageiras, mas a que Deus prepara para os que o servem com amor. Reconheço quanto busco reconhecimento humano e me esqueço do único prêmio que permanece. Ensinai-me, santo mártir, a trabalhar pela recompensa do Céu. São Pantaleão, alcançai-me a graça de servir a Deus e ao próximo sem buscar aplausos, contentando-me com o olhar do Pai, e concedei-me perseverar no bem, tendo os olhos fixos na coroa imortal que o Senhor promete aos seus fiéis servos.

9º dia — Intercessão pelos doentes e por quem os cuida

Do alto do Céu, ó São Pantaleão, continuais vosso ofício de médico e benfeitor, intercedendo por todos os que a vós recorrem e alcançando de Deus curas e consolações sem número. Vossa compaixão não terminou com a morte, mas se tornou ainda mais poderosa na glória. Neste nono e último dia de novena, deposito em vossas mãos os enfermos que amo e por quem tenho rezado, e também todos os que se dedicam a cuidar dos doentes, médicos, enfermeiros e cuidadores. Levai ao divino Médico as intenções que vos confiei durante estes dias. Não olheis meus pecados, mas vossa bondade e a misericórdia de Deus. São Pantaleão, alcançai-me a graça que agora imploro, se for para o bem da minha alma, e sustentai minha fé nas horas de dor, até que eu vos encontre na pátria eterna, louvando o Senhor da vida e da saúde para sempre.

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