2 Reis 25:17
“A altura de uma coluna era de dezoito côvados, e sobre ela havia um capitel de cobre, e de altura tinha o capitel tres côvados; e a rede, e as romãs em roda do capitel, tudo era de cobre; e semelhante a esta era a outra coluna com a rede.”
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O que este versículo diz
Com precisão quase reverente, o narrador descreve as colunas: dezoito côvados de altura, encimadas por um capitel de bronze de três côvados, ornado com uma rede e romãs, todo de bronze — e a segunda coluna era igual. É um último olhar amoroso sobre a beleza do que se perdeu, o registro cuidadoso de uma obra-prima antes que ela desapareça na fundição estrangeira. As romãs, símbolo de fecundidade e bênção, e a rede entrelaçada testemunhavam o esmero com que se honrava a Deus.
Descrever em detalhe aquilo que já não existe é um ato de memória e de luto. O narrador quer que a beleza dessas colunas seja lembrada, não apagada. Há dignidade nisso: recusar-se a esquecer o que era bom e belo, mesmo quando se foi. Para o leitor, o versículo ensina o valor de guardar a memória do que amamos e perdemos. As colunas Jaquim e Boaz — cujos nomes evocavam a firmeza e a força que só vêm de Deus — caem, mas aquilo que anunciavam permanece de pé além de qualquer cerco.