2 Reis 25:27

2 Reis 25:27
“Depois disto sucedeu que, no ano trinta e sete do captiveiro de Joaquim, rei de Judá, no mês duodécimo, aos vinte e sete do mês, Evil-*merodac, rei de Babilonia, levantou, no ano em que reinou, a cabeça de Joaquim, rei de Judá, da casa da prisão.”
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O que este versículo diz

O livro poderia terminar no desalento do Egito, mas dá uma guinada surpreendente. No trigésimo sétimo ano do cativeiro de Joaquim, rei de Judá — levado à Babilônia antes de Zedequias —, o novo rei babilônico, Evil-Merodaque, no ano em que assumiu, "levanta a cabeça" de Joaquim, tirando-o da prisão. A expressão hebraica é rica: erguer a cabeça de alguém significa reabilitá-lo, restituir-lhe dignidade e favor. Um lampejo de graça brilha no fim do relato mais sombrio de Israel.

Não é coincidência que o autor escolha encerrar assim. Depois de páginas de juízo, destruição e fuga, o último quadro é de um rei davídico erguido da masmorra. A linhagem de Davi, que parecia extinta, ainda respira num cativo libertado. Para o leitor, o versículo ensina que Deus guarda finais abertos, sementes de esperança nos lugares mais improváveis. Quando toda a narrativa parece fechar-se em tragédia, uma pequena porta se entreabre. A cabeça que se ergue de Joaquim é um sinal discreto, mas real, de que a última palavra da história não pertence ao desastre.

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