Deuteronômio 21:14
“E será que, se te não contentares dela, a deixarás ir à sua vontade; mas de sorte nenhuma a venderás por dinheiro, nem com ela mercadejarás, pois a tens humilhado.”
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“E será que, se te não contentares dela, a deixarás ir à sua vontade; mas de sorte nenhuma a venderás por dinheiro, nem com ela mercadejarás, pois a tens humilhado.”
O que este versículo diz
A lei prevê o caso de o homem não se agradar mais da mulher: ele deverá deixá-la ir livre, e de modo algum poderá vendê-la por dinheiro ou tratá-la como mercadoria, porque a humilhou. A palavra final é reveladora. O texto reconhece que, ao tomá-la, o homem a expôs a uma condição de humilhação, e por isso ele tem para com ela um dever que não se dissolve. Ela não retorna à escravidão nem pode ser negociada; recupera sua liberdade.
Embora nascida num mundo em que a mulher tinha poucos direitos, a norma resguarda a estrangeira contra a exploração comercial e o descarte cruel. Sua dignidade permanece protegida mesmo quando o vínculo se desfaz. Para o leitor de hoje, ressoa a advertência contra usar pessoas e depois transformá-las em objeto de lucro. Aquele que assume responsabilidade sobre a vida de outro não pode simplesmente livrar-se dela ao perder o interesse. A dignidade humana não é comprável nem descartável, e Deus se importa com quem foi humilhado.