Deuteronômio 22:18

Deuteronômio 22:18
“Então os anciãos da mesma cidade tomarão aquele homem, e o castigarão,”
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O que este versículo diz

Estabelecida a inocência da mulher, a atenção se volta para o acusador. Os anciãos tomam aquele homem e o castigam — provavelmente com açoites, à maneira das penas corporais previstas na lei. O gesto é significativo: o culpado não é a mulher difamada, mas quem tentou destruí-la com mentiras. A justiça, aqui, inverte a expectativa de uma sociedade em que a suspeita recaía facilmente sobre a esposa; é o poderoso que se levanta acusando quem acaba respondendo por suas palavras.

O versículo afirma, com clareza rara para sua época, que a calúnia é crime, não mera desavença doméstica. Difamar tem consequências. Num tempo em que espalhar mentiras sobre alguém se tornou quase sem custo, a Escritura nos recorda que Deus não trata a língua mentirosa como coisa leve. Cada palavra que lança suspeita infundada sobre outro ser humano é registrada diante d'Aquele que julga com justiça. O texto convida a temer menos a maledicência alheia e a vigiar mais a nossa própria, para não sermos nós os que precisam ser castigados à porta da cidade.

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