Deuteronômio 27:17
“Maldito aquele que arrancar o termo do seu próximo. E todo o povo dirá: Amen.”
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“Maldito aquele que arrancar o termo do seu próximo. E todo o povo dirá: Amen.”
O que este versículo diz
A terceira maldição condena quem "arrancar o termo do seu próximo", isto é, quem remove ou muda os marcos que delimitavam as propriedades. Na sociedade agrária de Israel, a terra era herança da família, distribuída como dom de Deus, e os marcos de pedra garantiam a subsistência de cada casa. Deslocar um marco à noite, sorrateiramente, era uma forma silenciosa de roubo, que corroía o sustento do vizinho sem confronto aberto. Por isso o ato entra na lista das maldições proclamadas no vale: é um pecado de aparência discreta, mas de consequências devastadoras para o mais frágil. A gravidade está justamente na astúcia com que se comete o mal, dificilmente detectável. Para nós, o "termo" arrancado ganha muitas formas: apropriar-se do que é do outro, avançar sobre direitos alheios, corroer aos poucos aquilo que garante a dignidade do próximo. O "amém" do povo é um compromisso de respeitar os limites justos, reconhecendo que a justiça se prova sobretudo naquilo que fazemos quando ninguém está vendo.