Ezequiel 32:13
“E destruirei todos os seus animais de sobre as muitas águas; nem as turbará mais pé de homem, nem as turbarão unhas de animais.”
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- Quem falaSenhor
O que este versículo diz
Com a destruição dos animais que viviam junto às muitas águas do Egito, cessa toda a agitação: nem pé de homem nem casco de animal voltará a turvar aqueles rios. Retoma-se a imagem inicial do capítulo, em que o Faraó enlameava as águas com os pés. Agora, num silêncio quase absoluto, as águas ficam intocadas — não por bênção, mas por despovoamento. O que restou é a quietude da terra esvaziada.
Há uma ironia grave nessa calmaria. As águas finalmente se aquietam, mas ao preço da vida que as agitava. O texto sugere que a paz obtida pela destruição total é uma paz melancólica, quase estéril. Para o leitor, o versículo convida a distinguir dois tipos de silêncio: o da morte e o do descanso verdadeiro. Nem toda quietude é boa, assim como nem toda agitação é má. O ideal não é águas turvas nem águas mortas, mas águas vivas e límpidas — imagem que a Escritura reserva para a comunhão restaurada com Deus.