Gênesis 27:34
“Esaú, ouvindo as palavras de seu pai, bradou com grande e mui amargo brado, e disse a seu pai: Abençoa-me tambem a mim, meu pai.”
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O que este versículo diz
O grito de Esaú é dos mais pungentes de toda a Escritura: ele brada com brado grande e amargo e implora ao pai que o abençoe também. Não há como não se comover com esse clamor. O homem forte, o caçador, desfaz-se em desespero diante da bênção perdida. A dureza que às vezes se associa à sua figura desaparece aqui, dando lugar a uma humanidade ferida e suplicante.
A carta aos Hebreus, no Novo Testamento, recorda este momento ao advertir os fiéis a não desprezarem as coisas sagradas como Esaú, que buscou a bênção com lágrimas e não a encontrou. Mas o grito em si permanece como expressão universal da dor de quem perdeu algo irrecuperável. Todos, em algum ponto da vida, choramos por bênçãos que se foram, por portas que se fecharam, por oportunidades que não voltam. O texto nos ensina a não banalizar as coisas preciosas enquanto as temos, e a olhar com ternura para os que choram perdas profundas, sem lhes acrescentar julgamento à dor.