Gênesis 27:37
“Então respondeu Isaac, e disse a Esaú: Eis que o tenho posto por senhor sobre ti, e todos os seus irmãos lhe tenho dado por servos: e de trigo e de mosto o tenho fortalecido;--que te farei pois agora a ti, meu filho?”
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O que este versículo diz
Isaque responde descrevendo o que já concedeu a Jacó: fez dele senhor, deu-lhe os irmãos por servos, fortaleceu-o com trigo e vinho. E então lança a pergunta angustiada e impotente: "Que te farei, pois, agora a ti, meu filho?" O pai reconhece que esgotou a bênção principal, que já a derramou por inteiro sobre o outro. Não há como duplicá-la.
Há algo comovente nessa impotência paterna. Isaque ama Esaú, chama-o de "meu filho", e gostaria de poder abençoá-lo com igual plenitude, mas a palavra solene já foi dita e não pode ser retirada nem repetida. O pai partilha da dor do filho, mas suas mãos estão atadas. Essa cena nos confronta com os limites do amor humano diante do irreversível. Nem sempre podemos consertar o que gostaríamos, nem dar aos que amamos tudo o que desejaríamos. Há situações em que só nos resta chorar juntos. E, no entanto, veremos que ainda haverá uma palavra para Esaú, pois nem mesmo na escassez o amor deixa alguém completamente sem nada.