O profeta ordena aos habitantes da costa que atravessem o mar rumo a Társis, a colônia distante situada, segundo a tradição, no extremo ocidental do Mediterrâneo. É um chamado ao exílio e à fuga: já que o porto de origem está arruinado, resta buscar refúgio nas terras mais longínquas do próprio império comercial. O "uivai" repete o lamento inicial, envolvendo o capítulo num tom de pranto contínuo.
A ordem tem algo de amargo: aqueles que dominavam os mares agora são empurrados para o mais distante ponto de suas rotas, não como senhores, mas como fugitivos. A cidade que enviava navios agora manda o próprio povo embora. Para nós, o versículo lembra que a segurança fundada apenas em bens materiais pode obrigar-nos, um dia, a partir de mãos vazias. Vale cultivar, então, raízes que não sejam somente geográficas ou econômicas, mas assentadas em algo que possamos levar conosco para qualquer lugar.
O que este versículo diz
O profeta ordena aos habitantes da costa que atravessem o mar rumo a Társis, a colônia distante situada, segundo a tradição, no extremo ocidental do Mediterrâneo. É um chamado ao exílio e à fuga: já que o porto de origem está arruinado, resta buscar refúgio nas terras mais longínquas do próprio império comercial. O "uivai" repete o lamento inicial, envolvendo o capítulo num tom de pranto contínuo.
A ordem tem algo de amargo: aqueles que dominavam os mares agora são empurrados para o mais distante ponto de suas rotas, não como senhores, mas como fugitivos. A cidade que enviava navios agora manda o próprio povo embora. Para nós, o versículo lembra que a segurança fundada apenas em bens materiais pode obrigar-nos, um dia, a partir de mãos vazias. Vale cultivar, então, raízes que não sejam somente geográficas ou econômicas, mas assentadas em algo que possamos levar conosco para qualquer lugar.