Isaías 42:4
“Não se encobrirá, nem será quebrantado, até que ponha na terra o juízo: e as ilhas aguardarão a sua doutrina.”
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“Não se encobrirá, nem será quebrantado, até que ponha na terra o juízo: e as ilhas aguardarão a sua doutrina.”
O que este versículo diz
O versículo espelha propositalmente o anterior: as mesmas palavras usadas para a cana e o pavio reaparecem para o próprio Servo. Ele não "quebrará" nem se deixará "encobrir" ou apagar; aquele que não esmaga os fracos tampouco se deixará abater. Sua brandura, portanto, não é frouxidão. Há nele uma firmeza tranquila que persiste "até que ponha na terra o juízo", ou seja, até que a justiça de Deus esteja de fato estabelecida no mundo.
A menção às "ilhas" — as terras distantes, os confins conhecidos — que "aguardarão a sua doutrina" retoma o horizonte universal do primeiro versículo: a esperança não fica restrita a um povo, mas alcança nações longínquas que anseiam por instrução e verdade. Para o leitor, fica o encorajamento de que a obra de Deus é perseverante: não desiste no meio do caminho nem se esgota diante da oposição. Vale confiar numa justiça que se implanta devagar, mas não fracassa.