Isaías 44:14
“Quando corta para si cedros, então toma um cipreste, ou um carvalho, e esforça-se contra as árvores do bosque: planta um olmeiro, e a chuva o faz crescer.”
Ouça Isaías 44:14
“Quando corta para si cedros, então toma um cipreste, ou um carvalho, e esforça-se contra as árvores do bosque: planta um olmeiro, e a chuva o faz crescer.”
O que este versículo diz
O profeta volta ainda mais atrás na cadeia de produção, até a árvore. O homem corta cedros, escolhe um cipreste ou carvalho, planta um olmeiro, e Isaías faz questão de acrescentar um detalhe decisivo: que a chuva o faz crescer. Aí está a chave de toda a sátira. A própria matéria-prima do futuro ídolo é criatura de Deus, alimentada pela chuva que só o Senhor envia. O homem não cria a árvore; ele apenas recebe o que o Criador fez crescer, e depois pretende transformá-lo em deus.
A ironia é profunda e silenciosa. Tudo o que usamos para fabricar nossos ídolos nos foi dado antes por Deus, inclusive a inteligência e a força para trabalhar. O versículo desmonta qualquer autossuficiência. Somos beneficiários antes de sermos produtores. Reconhecer isso muda a relação com tudo o que possuímos: nada é fruto exclusivo nosso. A mesma chuva que faz a árvore crescer sustenta a nossa vida, e o gesto mais coerente diante de tanto dom não é fabricar deuses, mas agradecer ao Doador.