Jeremias 10:3

Jeremias 10:3
“Porque os estatutos dos povos são vaidade: pois corta-se do bosque um madeiro, obra das mãos do artífice, com machado;”
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O que este versículo diz

O profeta passa a desmontar a idolatria mostrando, com ironia sóbria, como um ídolo é fabricado. "Os estatutos dos povos são vaidade": a palavra traduzida por vaidade evoca o que é vazio, sopro, nada consistente. Em seguida, Jeremias descreve o processo: alguém vai ao bosque, corta uma árvore com machado e a entrega ao artífice. A lógica é demolidora — aquilo que se pretende adorar como divino começa como simples madeira, matéria-prima igual à de qualquer objeto comum.

O ponto não é desprezar o trabalho manual, mas expor o absurdo de curvar-se diante daquilo que as próprias mãos humanas produziram. O que é feito pelo homem não pode estar acima do homem. Para o leitor de hoje, o alerta permanece válido além das estátuas: sempre que colocamos no centro da vida algo que nós mesmos construímos — sucesso, imagem, posses, ideologias —, repetimos o gesto antigo de adorar a obra em vez do Autor.

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