Isaías 44:9
“Todos os artífices de imagens de esculptura são vaidade, e as suas coisas mais desejáveis são de nenhum préstimo; e elas mesmas são as suas testemunhas; nada vêem nem entendem; pelo que serão confundidos.”
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O que este versículo diz
Começa agora uma longa e mordaz descrição da idolatria, um dos trechos mais irônicos de toda a Bíblia. O profeta declara sem rodeios que "todos os artífices de imagens" trabalham em vão, e que aquilo que tanto desejam "são de nenhum préstimo". O argumento central é fino: os próprios ídolos e seus fabricantes são testemunhas do vazio, porque nada veem nem entendem. Objetos cegos e surdos não podem salvar ninguém, e quem os venera acabará envergonhado.
É importante ler este ataque sem arrogância. A tentação de fabricar deuses conforme o nosso desejo não morreu com as estátuas antigas. Fazemos ídolos de dinheiro, imagem, sucesso, ideologias, coisas que também não veem nem entendem, mas às quais entregamos energia e adoração. O versículo nos convida a um exame honesto: em que temos investido devoção que só o Deus vivo merece? Reconhecer os nossos ídolos é o primeiro passo para nos voltarmos àquele que de fato vê, entende e salva.