Isaías 45:9

Isaías 45:9
“Ai daquele que contende com o que o formou; o caco contenda com os cacos de barro: porventura dirá o barro ao que o formou: Que fazes? ou a tua obra: Não tens mãos?”
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O que este versículo diz

O tom muda para uma advertência solene, introduzida por "Ai daquele". A imagem é a do oleiro e do barro, cara aos profetas. Alguém pode ter estranhado que Deus se servisse de Ciro, um estrangeiro, para libertar Israel — e talvez tenha questionado os planos divinos. A resposta vem em forma de pergunta retórica: teria sentido o vaso de barro dizer ao oleiro "Que fazes?" ou "Não tens mãos", como se questionasse sua competência? O absurdo é evidente. A criatura não tem posição para julgar o Criador.

O texto não condena toda pergunta sincera — Deus, aliás, convida ao diálogo poucos versículos adiante. O que se repreende é a arrogância de contestar, exigindo que Deus preste contas de seus desígnios segundo a nossa medida.

Há aqui uma escola de humildade preciosa. Quando os caminhos de Deus não coincidem com os nossos, somos tentados a exigir explicações, quase a corrigi-lo. Reconhecer-nos como barro nas mãos do oleiro não é resignação passiva, mas confiança de que aquelas mãos são sábias e boas, mesmo quando não compreendemos o formato que estão dando à nossa vida.

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