Isaías 64:8
“Porém agora, ó Senhor, tu és nosso Pai: nós o barro, e tu o nosso oleiro; e todos nós a obra das tuas mãos”
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“Porém agora, ó Senhor, tu és nosso Pai: nós o barro, e tu o nosso oleiro; e todos nós a obra das tuas mãos”
O que este versículo diz
Depois da confissão sombria, brilha aqui uma das mais belas expressões de confiança de toda a Escritura. O "porém agora" marca uma virada decisiva: apesar de tudo, o povo se lança sobre a paternidade de Deus. A imagem do oleiro e do barro, cara aos profetas, reconhece ao mesmo tempo a soberania de Deus e a dignidade da criatura, que é obra amorosa de suas mãos.
Chamar Deus de "Pai" no Antigo Testamento é raro e carregado de ternura; aqui funda o apelo à misericórdia. Como o oleiro não abandona a peça que ele mesmo moldou, o povo confia que Deus não desistirá daquilo que criou. Reconhecer-se barro é aceitar a própria fragilidade e maleabilidade nas mãos de quem sabe o que faz. Para nós, este versículo ensina a orar a partir da nossa origem: somos feitura de Deus, e essa verdade sustenta a esperança de que Ele ainda tem propósitos para moldar em nossa vida.