Isaías 5:7
“Porque a vinha do Senhor dos Exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta das suas delícias: e esperou que fizesse juízo, e eis aqui é opressão; justiça, e eis aqui clamor.”
Ouça Isaías 5:7
“Porque a vinha do Senhor dos Exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta das suas delícias: e esperou que fizesse juízo, e eis aqui é opressão; justiça, e eis aqui clamor.”
O que este versículo diz
Agora o profeta explica abertamente a alegoria: a vinha é "a casa de Israel", e os homens de Judá são "a planta das suas delícias". O povo era o objeto do amor e da alegria de Deus, plantado com afeto e expectativa. Assim, todo o cuidado descrito antes se traduz na história concreta da eleição e do acompanhamento divino sobre o seu povo.
O desfecho traz um jogo de palavras genial, que em hebraico soa como um trocadilho amargo: Deus esperava "juízo" (mishpat) e encontrou "opressão" (mispah); buscava "justiça" (tsedaqah) e ouviu "clamor" (tseaqah), o grito dos oprimidos. O fruto esperado era uma sociedade justa; o fruto colhido foi violência contra os fracos. Aqui está o centro ético do capítulo: a fé verdadeira se mede pelo tratamento dado aos vulneráveis. Para o leitor, é um convite a examinar se a religião que professamos produz justiça concreta ou apenas aparência, e se nossa vida abafa ou faz ouvir o clamor dos necessitados.