Jeremias 17:17
“Não me sejas por espanto: meu refúgio és tu no dia do mal.”
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“Não me sejas por espanto: meu refúgio és tu no dia do mal.”
O que este versículo diz
A súplica se concentra em um pedido íntimo: "Não me sejas por espanto", isto é, não te tornes para mim fonte de terror ou de ruína. O profeta teme que o Deus que anuncia o juízo se volte também contra ele, e roga para que assim não seja. É uma oração de quem vive na linha tênue entre pregar a desgraça e não querer ser por ela alcançado.
O fundamento do pedido é uma bela confissão: "meu refúgio és tu no dia do mal". A mesma expressão "dia do mal", ou dia da calamidade, que ronda seus inimigos, aparece aqui transformada em ocasião de abrigo para quem se esconde em Deus. Retoma-se o tema central do capítulo: a diferença não está em escapar das tempestades, mas em ter onde se refugiar dentro delas. Para o leitor, o versículo ensina a converter o medo em oração e a fazer do próprio Deus, que às vezes parece ameaçador, o lugar seguro. No dia difícil, o refúgio não é uma fuga, mas uma Pessoa.