Jeremias 4:11
“Naquele tempo se dirá a este povo e a Jerusalem: Um vento seco das alturas do deserto veio ao caminho da filha do meu povo; não para padejar, nem para alimpar;”
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“Naquele tempo se dirá a este povo e a Jerusalem: Um vento seco das alturas do deserto veio ao caminho da filha do meu povo; não para padejar, nem para alimpar;”
O que este versículo diz
Retoma-se a descrição do juízo com nova imagem: "um vento seco das alturas do deserto". Quem conhece a região sabe do siroco, vento quente e abrasador que vem do deserto e resseca tudo. O profeta esclarece que não é o vento útil do agricultor, aquele usado para "padejar" ou "alimpar" — isto é, para joeirar o trigo, separando o grão da palha. Aquele vento suave era ferramenta de trabalho e bênção; este é forte demais, não separa: destrói.
A "filha do meu povo" é uma expressão terna de Jeremias para Jerusalém e seus habitantes, revelando afeto mesmo no anúncio do castigo. O contraste entre os dois ventos é significativo: há correções de Deus que purificam, separando o que vale do que não presta, e há consequências que apenas devastam quando a purificação foi recusada. O leitor é convidado a acolher, no tempo certo, o vento suave que ainda joeira, para não colher o vento que arrasa.