Jeremias 48:9
“Dae azas a Moab; porque voando sairá, e as suas cidades se tornarão em assolação, e ninguem morará nelas.”
Ouça Jeremias 48:9
“Dae azas a Moab; porque voando sairá, e as suas cidades se tornarão em assolação, e ninguem morará nelas.”
O que este versículo diz
"Dai asas a Moabe" é uma expressão intrigante, lida por muitos como ironia amarga: que Moabe ganhe asas para fugir voando, tão urgente é o desastre, pois suas cidades virarão "assolação" desabitada. A imagem de terras onde "ninguém morará" é uma das mais duras da Escritura — a ausência total de vida humana, o silêncio que sucede à ruína. Onde havia bulício de gente, restará o vazio.
A figura das asas evoca também o desejo humano de escapar da catástrofe, aquele anseio de simplesmente voar para longe da dor. Mas o profeta sabe que não há fuga fácil do juízo merecido. Para nós, o versículo fala da fragilidade das nossas moradas e projetos: o que hoje pulsa de vida pode um dia calar-se. Diante disso, a fé não busca asas para fugir da realidade, mas raízes num Deus que permanece quando as cidades se esvaziam e o silêncio se instala.