Jó 30:24

Jó 30:24
“Porém não estenderá a mão para o montão de terra, se houve clamor neles contra mim na sua desventura.”
Ouça Jó 30:24

O que este versículo diz

Este versículo é reconhecidamente obscuro, e as traduções divergem bastante. Na leitura da Almeida, Jó parece apelar a um princípio de compaixão: mesmo diante de um "montão de terra" — talvez uma ruína, um túmulo ou alguém já caído — não se deveria estender a mão para golpear, sobretudo se há clamor de socorro em meio à desventura. Muitos estudiosos entendem que Jó protesta: quem está desmoronando naturalmente estende a mão pedindo ajuda, e é cruel negar-lhe socorro.

Diante da dificuldade do texto, o mais honesto é reter o sentido devocional que atravessa as várias leituras: há algo de profundamente errado em ferir quem já está no chão e clama por ajuda. Jó, ele próprio caído, sente na pele essa injustiça. O versículo interpela nossa relação com os que sofrem. Quando alguém está em ruína e estende a mão, o gesto humano e cristão é acolhê-la, não afastá-la. Onde há clamor na desventura, que a nossa resposta seja a mão estendida do socorro, e nunca a do golpe.

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