Jó 31:28

Jó 31:28
“Tambem isto seria delicto pertencente ao juiz: pois assim negaria a Deus que está em cima.”
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O que este versículo diz

Jó conclui o tema da idolatria astral afirmando que também isso seria um "delito pertencente ao juiz", isto é, um crime digno de julgamento, porque significaria "negar a Deus que está em cima". A adoração dos astros não é um erro pequeno; é uma traição ao Deus soberano do alto, uma forma de renegá-lo. Ao dar às criaturas o culto devido só ao Criador, o coração comete infidelidade fundamental.

Note como Jó volta a usar a linguagem jurídica, tratando a idolatria com a mesma gravidade do adultério mencionado antes. Ambos são infidelidades: um contra o cônjuge, outro contra Deus. Para Jó, negar o Deus soberano é o pecado mais radical, porque desfaz o vínculo mais essencial da existência. Para o leitor, o versículo reafirma que a fidelidade a Deus não é um detalhe da vida religiosa, mas seu fundamento. Tudo o mais, a justiça, a compaixão, a pureza, floresce dessa lealdade primeira ao Criador. Perder essa raiz é comprometer toda a integridade que Jó tão cuidadosamente descreve.

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