Jó 31:29

Jó 31:29
“Se me alegrei da desgraça do que me tem odio, e se eu exultei quando mal o achou”
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O que este versículo diz

Jó examina agora um pecado ainda mais íntimo: a alegria diante da desgraça alheia. Ele nega ter se alegrado com a "desgraça" de quem o odiava e ter "exultado" quando o mal atingiu seu inimigo. É a rejeição daquilo que chamamos de rancor satisfeito, o prazer secreto de ver o adversário cair. Esse é um dos movimentos mais comuns e mais escondidos do coração humano.

O que impressiona é a elevação moral de Jó. Ele não se contenta em não fazer mal aos inimigos; recusa até o sentimento de contentamento com a ruína deles. Isso antecipa, de certo modo, o ensino sobre amar os inimigos que atravessa toda a Escritura. Para o leitor, o versículo é um espelho incômodo. Quantas vezes nos alegramos silenciosamente quando alguém que nos feriu tropeça? Jó nos convida a vigiar não só nossos atos, mas nossos afetos mais escondidos, recusando o veneno da vingança íntima. A verdadeira integridade não celebra a queda de ninguém, nem mesmo a de quem nos fez mal.

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