Jó 34:19

Jó 34:19
“Quanto menos áquele, que não faz acepção das pessoas de príncipes, nem estima o rico mais do que o pobre; porque todos são obras de suas mãos”
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O que este versículo diz

Chega-se ao ápice do argumento anterior. Se é grave insultar reis e príncipes, quanto mais o Deus "que não faz acepção de pessoas de príncipes, nem estima o rico mais do que o pobre, porque todos são obra de suas mãos". Aqui brilha uma das verdades mais luminosas do capítulo: diante de Deus não há privilégio de nascimento, de poder ou de fortuna. A imparcialidade divina será tema constante nas Escrituras (Deuteronômio 10,17; Atos 10,34; Romanos 2,11).

O fundamento dessa igualdade é belíssimo: todos, do mais poderoso ao mais humilde, são igualmente "obra de suas mãos". A mesma mão criou o rei e o mendigo, e por isso a ambos ela olha sem favoritismo. Para o leitor, esse versículo é ao mesmo tempo consolo e exigência. Consolo, porque o pobre e o esquecido têm em Deus um juiz que não se deixa deslumbrar pelo poder. Exigência, porque, se Deus não faz acepção de pessoas, também nós somos chamados a tratar cada ser humano com a mesma dignidade, reconhecendo em todos a marca do mesmo Criador.

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