Jó 34:32

Jó 34:32
“O que não vejo, ensina-mo tu: se fiz alguma maldade, nunca mais a hei de fazer.”
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O que este versículo diz

Continuando a formular a oração humilde que considera adequada, Eliú põe na boca do homem reto o pedido: "o que não vejo, ensina-me tu; se fiz alguma maldade, nunca mais a hei de fazer". É uma das mais belas orações de docilidade da Escritura. Reconhece duas coisas: que há em nós zonas de cegueira, faltas que não percebemos, e que precisamos que Deus mesmo no-las mostre; e que, uma vez conhecido o erro, o caminho é abandoná-lo com decisão.

Essa disposição de ser ensinado, de pedir a Deus que ilumine o que não enxergamos em nós mesmos, é sinal de coração maduro. Difere profundamente da autojustificação. Para o leitor, o versículo oferece quase um roteiro de exame de consciência e oração: pedir luz sobre as próprias faltas ocultas, como no Salmo 139,23-24, e comprometer-se a não repeti-las. Nem sempre Eliú acerta ao aplicar isso a Jó, mas o princípio permanece precioso. Feliz quem reza assim, com humildade suficiente para admitir que não vê tudo e com sinceridade bastante para querer mudar quando a verdade for revelada.

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