“Porventura perverteria Deus o direito? e perverteria o Todo-poderoso a justiça?”
Ouça Jó 8:3
O que este versículo diz
Aqui está o coração do pensamento de Bildade, formulado em duas perguntas retóricas cuja resposta óbvia é "não". Ele parte de uma verdade sólida: Deus não perverte o direito, o Todo-poderoso não torce a justiça. O termo hebraico traduzido por "direito" evoca o juízo reto, e Bildade está certo em afirmar que a justiça divina é perfeita. O problema não está na premissa, mas na conclusão apressada que ele tira dela.
Do princípio verdadeiro de que Deus é justo, Bildade deduz que todo sofrimento é castigo merecido, o que o livro de Jó justamente vem contestar. É possível confessar a justiça de Deus sem transformá-la numa fórmula mecânica que explica cada desgraça. O leitor aprende a segurar duas verdades ao mesmo tempo: Deus é reto, e nem todo sofrimento é punição. Guardar esse mistério com humildade é mais fiel do que resolvê-lo com respostas simples que ferem o inocente.
O que este versículo diz
Aqui está o coração do pensamento de Bildade, formulado em duas perguntas retóricas cuja resposta óbvia é "não". Ele parte de uma verdade sólida: Deus não perverte o direito, o Todo-poderoso não torce a justiça. O termo hebraico traduzido por "direito" evoca o juízo reto, e Bildade está certo em afirmar que a justiça divina é perfeita. O problema não está na premissa, mas na conclusão apressada que ele tira dela.
Do princípio verdadeiro de que Deus é justo, Bildade deduz que todo sofrimento é castigo merecido, o que o livro de Jó justamente vem contestar. É possível confessar a justiça de Deus sem transformá-la numa fórmula mecânica que explica cada desgraça. O leitor aprende a segurar duas verdades ao mesmo tempo: Deus é reto, e nem todo sofrimento é punição. Guardar esse mistério com humildade é mais fiel do que resolvê-lo com respostas simples que ferem o inocente.