Romanos 3:5
“E, se a nossa injustiça recomendar a justiça de Deus, que diremos? Porventura será Deus injusto, trazendo ira sobre nós? ( Falo como homem)”
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“E, se a nossa injustiça recomendar a justiça de Deus, que diremos? Porventura será Deus injusto, trazendo ira sobre nós? ( Falo como homem)”
O que este versículo diz
Paulo leva o raciocínio ao limite para expor sua falsidade. Alguém poderia argumentar: se a minha injustiça acaba fazendo brilhar mais a justiça de Deus, então seria injusto da parte dele castigar-me. O apóstolo até avisa, entre parênteses, que está falando como homem, isto é, adotando por um momento o modo humano de argumentar, para desmontá-lo por dentro.
O problema dessa lógica é transformar o pecado em serviço prestado a Deus e a punição em ingratidão divina. É a velha tentação de usar a graça como desculpa para o mal. Paulo apresenta o argumento não para endossá-lo, mas para que o leitor sinta como ele soa distorcido. O versículo nos ensina a desconfiar de raciocínios que, sob aparência de piedade, terminam por justificar a nossa própria maldade. Quando começamos a explicar por que nosso pecado seria, no fundo, bom para os planos de Deus, é sinal de que já saímos do caminho da verdade.