Romanos 3:7
“Porque, se pela minha mentira abundou mais a verdade de Deus para gloria sua, porque sou ainda julgado tambem como pecador?”
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“Porque, se pela minha mentira abundou mais a verdade de Deus para gloria sua, porque sou ainda julgado tambem como pecador?”
O que este versículo diz
Paulo retoma, agora em primeira pessoa, a objeção que já esboçara: se a minha mentira faz a verdade de Deus resplandecer ainda mais, para glória dele, por que continuo sendo condenado como pecador? É o mesmo sofisma do versículo anterior, reformulado de modo mais pessoal e insinuante. A ideia sedutora é que o contraste entre a falsidade humana e a fidelidade divina acabaria beneficiando a Deus, esvaziando assim a culpa do pecador.
O apóstolo não responde ainda diretamente; deixa a distorção à mostra para expô-la no versículo seguinte. Vale notar como o pecado é hábil em produzir teologia a seu favor. Sempre encontramos um argumento que faz o nosso erro parecer necessário, útil, até edificante. O texto nos convida à vigilância diante dessa astúcia interior. Deus não precisa da nossa mentira para ser glorificado, e o fato de Ele saber tirar bem de tudo jamais transforma o nosso mal em algo bom ou isento de responsabilidade.