Joel 1:17

Joel 1:17
“A novidade apodreceu debaixo dos seus torrões, os celeiros foram assolados, os armazéns derribados, porque se secou o trigo.”
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O que este versículo diz

A imagem se detém no detalhe agrícola: as sementes apodrecem sob os torrões secos, os celeiros ficam vazios e os armazéns, sem função, caem em ruína. É o retrato de uma seca que se soma à praga; onde nada germina, toda a estrutura de armazenamento e provisão perde o sentido e se desmorona. A economia inteira, construída para guardar e distribuir o fruto da terra, esvazia-se de propósito.

Há algo tocante nessa descrição dos celeiros derrubados: eles representavam segurança, previdência, a certeza do amanhã. Quando não há o que guardar, os próprios símbolos da estabilidade se tornam escombros. O versículo fala à ilusão humana de que acumular basta para nos proteger. Sem a bênção que faz a semente brotar, todo o nosso esforço de armazenar é vão. Para o leitor, é um convite discreto a colocar a confiança última não nos bens acumulados, que podem ruir, mas naquele de quem depende, no fim, cada colheita e cada dia.

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