Lamentações 2:11
“Já se consumiram os meus olhos com lágrimas, turbadas estão as minhas entranhas, o meu fígado se derramou pela terra por causa do quebrantamento da filha do meu povo; porquanto desfalecem o menino e a criança de mama pelas ruas da cidade.”
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O que este versículo diz
Aqui a voz do poeta se torna intensamente pessoal. Ele descreve o corpo desfeito pelo pranto: olhos consumidos, entranhas revoltas, o "fígado" derramado — nas concepções antigas, o fígado e as entranhas eram sede das emoções profundas, de modo que a linguagem expressa uma comoção que abala todo o ser. Não é choro distante; é dor encarnada, física.
O motivo do colapso emocional é o mais insuportável: crianças e bebês de peito desfalecem de fome pelas ruas. O sofrimento dos inocentes é o que quebra o observador. O poeta não teoriza sobre o juízo; ele chora diante das vítimas mais frágeis. Este verso nos convida a não anestesiar o coração diante da miséria alheia, especialmente a das crianças. A verdadeira fé não fecha os olhos ao sofrimento do mundo; ela se comove, se envolve e leva essa dor diante de Deus. Quem consegue chorar pelo próximo guarda viva a compaixão que reflete o próprio coração divino.