Provérbios 26:15
“O preguiçoso esconde a sua mão no seio: enfada-se de tornal-a à sua boca.”
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“O preguiçoso esconde a sua mão no seio: enfada-se de tornal-a à sua boca.”
O que este versículo diz
O terceiro retrato do preguiçoso beira o exagero grotesco, e é de propósito. O homem mergulha a mão no prato, mas se cansa até de levá-la de volta à boca. A preguiça chegou a tal ponto que nem para se alimentar, necessidade básica e prazer imediato, ele reúne forças. O esforço mínimo já parece grande demais.
O provérbio aparece de forma quase idêntica no capítulo 19, e a repetição reforça quão sério o livro trata esse vício. A imagem expõe o paradoxo da preguiça: ela acaba prejudicando o próprio preguiçoso, que passa fome tendo comida diante de si. A inércia se volta contra quem a alimenta. Para o leitor, o verso, apesar do tom caricato, toca numa verdade sóbria: a acomodação extrema rouba de nós até aquilo que desejamos e do que precisamos. Bens ao alcance da mão permanecem inúteis se falta a disposição de estendê-la. Vale examinar onde deixamos secar oportunidades boas por simples falta de iniciativa, e pedir a Deus ânimo para o esforço necessário.