Salmos 115:7

Salmos 115:7
“Teem mãos, mas não apalpam; pés teem, mas não andam; nem som algum sae da sua garganta.”
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O que este versículo diz

O inventário chega às mãos, aos pés e à garganta, esgotando o corpo do ídolo: "mãos, mas não apalpam; pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta". As mãos são o símbolo da ação, os pés o do movimento, a voz o da presença viva — e o ídolo não tem nada disso. É um corpo completo e completamente inerte. A frase final, sobre a garganta muda, fecha o círculo aberto no versículo cinco com a boca que não fala: nem sequer um sussurro escapa dele.

Há uma ironia pungente: enquanto o ídolo não move um dedo, o Deus de Israel é celebrado justamente por suas "mãos" que criam, seus caminhos que conduzem o povo, sua voz que trovejou no Sinai. O contraste prepara a virada dos versículos seguintes, quando o mesmo Deus será chamado de "auxílio e escudo". Para o leitor, fica a pergunta: aquilo em que apoio minha vida tem mãos para me sustentar, ou é apenas uma imagem imóvel do que eu gostaria que fosse?

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