“Então as águas altivas teriam passado sobre a nossa alma.”
Ouça Salmos 124:5
O que este versículo diz
Aqui o salmo chega ao ponto mais alto da onda, repetindo e intensificando a imagem anterior. As águas agora são chamadas "altivas", ou soberbas — águas que se levantam com arrogância, quase personificadas, como se o próprio orgulho dos inimigos ganhasse a forma de um dilúvio prestes a nos tragar. Essa escalada, do versículo 3 ao 5, é deliberada: dentes, corrente e agora águas soberbas formam três degraus de uma ameaça que só cresce.
O refrão "sobre a nossa alma" volta a martelar que o perigo atingia a existência inteira do povo, não um detalhe periférico. Chegamos ao limite exato onde a submersão pareceria inevitável — e é justamente aí que o poema vai se romper, no versículo seguinte, num grito de bênção. A poesia nos leva até a beira do abismo para que a virada seja sentida como libertação. Muitas vezes é no ponto em que a água parece mais alta que aprendemos, enfim, a clamar.
O que este versículo diz
Aqui o salmo chega ao ponto mais alto da onda, repetindo e intensificando a imagem anterior. As águas agora são chamadas "altivas", ou soberbas — águas que se levantam com arrogância, quase personificadas, como se o próprio orgulho dos inimigos ganhasse a forma de um dilúvio prestes a nos tragar. Essa escalada, do versículo 3 ao 5, é deliberada: dentes, corrente e agora águas soberbas formam três degraus de uma ameaça que só cresce.
O refrão "sobre a nossa alma" volta a martelar que o perigo atingia a existência inteira do povo, não um detalhe periférico. Chegamos ao limite exato onde a submersão pareceria inevitável — e é justamente aí que o poema vai se romper, no versículo seguinte, num grito de bênção. A poesia nos leva até a beira do abismo para que a virada seja sentida como libertação. Muitas vezes é no ponto em que a água parece mais alta que aprendemos, enfim, a clamar.