Salmos 68:8

Salmos 68:8
“A terra se abalava, e os céus distilavam perante a face de Deus; até o proprio Sinai foi comovido na presença de Deus, do Deus de Israel.”
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O que este versículo diz

Continuando a memória do deserto, o salmista descreve a manifestação de Deus no Sinai com linguagem grandiosa: a terra tremeu, os céus destilaram e até a montanha se abalou. A cena remete ao relato do Êxodo, quando o povo recebeu a aliança em meio a trovões, fogo e fumaça (Êxodo 19). A ideia é que a chegada de Deus não é neutra; toda a criação reage diante do seu Criador. O próprio Sinai, símbolo de estabilidade, estremece na presença do "Deus de Israel".

Essa poesia não pretende ser um relatório geológico, mas transmitir a impressão avassaladora de encontrar-se com o Santo. Para o leitor moderno, tão acostumado a domesticar o sagrado, o versículo recupera o senso de reverência. Deus não é uma ideia confortável que cabe em nossas medidas; é aquele diante de quem montanhas se comovem. Ao mesmo tempo, esse Deus imenso é o mesmo que se dá em aliança a um povo. A grandeza e a proximidade caminham juntas em toda a Escritura.

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