Apocalipse 14:2

Apocalipse 14:2
“E ouvi uma voz do céu, como a voz de muitas águas, e como a voz de um grande trovão; e ouvi uma voz de harpistas, que tocavam com as suas harpas.”
Ouça Apocalipse 14:2

O que este versículo diz

João passa da visão para a audição. A voz que desce do céu é descrita com imagens de grandeza e poder: o estrondo de muitas águas e o retumbar do trovão, expressões que a Escritura costuma associar à majestade de Deus (Ezequiel 1, Salmo 29). Não é um som qualquer, mas algo que sacode e ao mesmo tempo encanta, pois logo se mistura à música suave dos harpistas.

Essa combinação de trovão e harpa revela algo do próprio culto celeste: temível e belo, sobrecogedor e acolhedor. A harpa, instrumento dos salmos e da adoração de Israel, sinaliza que o céu não é silêncio frio, mas louvor vivo. Para o leitor pressionado pelas ameaças do mundo, esta cena lembra que, acima do barulho do medo, existe uma música mais alta e mais antiga. Vale cultivar ouvidos para ela — na oração, no canto, no silêncio atento — reconhecendo que a última palavra sobre a história não é o rugido da besta, mas o coro dos que adoram.

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