Apocalipse 4:7
“E o primeiro animal era semelhante a um leão, e o segundo animal semelhante a um bezerro, e tinha o terceiro animal o rosto como de homem, e o quarto animal era semelhante a uma aguia voando.”
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O que este versículo diz
João detalha os quatro seres viventes por suas semelhanças: o leão, o novilho (aqui "bezerro"), o rosto humano e a águia. A tradição cristã, desde os primeiros séculos, associou essas quatro faces aos quatro evangelistas, embora as correspondências variem entre os autores e não devam ser tomadas como afirmação do próprio texto. Mais seguro é ler nas figuras uma representação de toda a criação animada em sua plenitude: os animais selvagens, os domésticos, a humanidade e as aves.
Assim compreendida, a cena mostra o conjunto do que vive prestando culto ao Criador. O leão evoca a majestade, o novilho a força e o serviço, o homem a inteligência, a águia a agilidade e a altura. Não são ídolos nem divindades, mas criaturas que existem para louvar. Para o leitor, há um chamado implícito: se toda a criação, em suas melhores qualidades, gravita em adoração diante do trono, também a nossa vida encontra seu lugar próprio quando se volta, inteira, para Deus.