Apocalipse 4:8
“E os quatro animais tinham cada um de per si seis azas ao redor, e por dentro estavam cheios de olhos; e não descançam nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-poderoso, que era, e que é, e que ha de vir”
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O que este versículo diz
As seis asas dos seres viventes e os olhos que os cobrem ecoam diretamente os serafins da visão de Isaías e os querubins de Ezequiel, unindo as grandes teofanias das Escrituras. As asas sugerem prontidão para servir; os olhos, plena consciência da glória que contemplam. E o que fazem sem cessar, "nem de dia nem de noite", é adorar: sua ocupação eterna é o louvor.
O cântico "Santo, Santo, Santo" retoma o hino de Isaías 6 e tornou-se, na liturgia cristã, o Sanctus rezado por incontáveis gerações. A tríplice repetição, no modo hebraico de intensificar, proclama a santidade absoluta e sem igual de Deus. Os títulos "Todo-poderoso" e "que era, e que é, e que há de vir" abraçam passado, presente e futuro, afirmando que Deus é o Senhor de todo o tempo. Para nós, participar dessa adoração — sobretudo na liturgia — é unir nossa voz ao coro que nunca se cala, e reconhecer que o centro de tudo é a santidade de Deus.