Apocalipse 9:5
“E foi-lhes dado, não que os matassem, mas que por cinco meses os atormentassem; e o seu tormento era semelhante ao tormento do escorpião, quando fere ao homem.”
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“E foi-lhes dado, não que os matassem, mas que por cinco meses os atormentassem; e o seu tormento era semelhante ao tormento do escorpião, quando fere ao homem.”
O que este versículo diz
O limite imposto ao tormento fica agora explícito: os gafanhotos não podem matar, apenas atormentar, e só "por cinco meses". A tradição observa que cinco meses é justamente o tempo de vida de uma geração de gafanhotos, o que reforça o realismo simbólico da imagem; e a comparação com a picada do escorpião descreve uma dor intensa, ardente, sem ser mortal. O sofrimento é severo, mas contido e temporário — tem prazo marcado por outro que não o próprio mal.
Há aqui uma verdade difícil e ao mesmo tempo consoladora. Difícil, porque o texto não promete a ausência de dor: reconhece que existem tormentos reais que atravessam a vida humana. Consoladora, porque afirma que nenhum deles é infinito nem descontrolado. Para quem hoje atravessa uma dor que parece interminável, a palavra do Apocalipse é honesta: ela não diz que a dor não existe, mas que ela tem um fim escrito. Os "cinco meses" passam; o cativeiro do mal não é para sempre.