João 18:30

João 18:30
“Responderam, e disseram-lhe: Se este não fosse malfeitor, não to entregaríamos.”
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O que este versículo diz

A resposta dos acusadores é reveladora por sua evasiva: se este não fosse malfeitor, não to entregaríamos. Não apresentam uma acusação concreta, apenas pedem que Pilatos confie na palavra deles e ratifique uma sentença já decidida. Querem a chancela do poder romano sem se dar ao trabalho de provar o crime. A ausência de imputação específica denuncia a fragilidade de toda a causa.

Há arrogância e má-fé nessa resposta. Em vez de sustentar a acusação com fatos, exigem que a autoridade os creia por autoridade própria. Para o leitor, a cena expõe um mecanismo antigo e sempre atual da injustiça: quando faltam provas, apela-se à insinuação genérica e à pressão. Chamar alguém de malfeitor sem demonstrar o mal é caluniar sob aparência de acusação. O episódio convida à vigilância contra os julgamentos apressados, os nossos e os alheios, e lembra que a verdadeira justiça exige provas e não rótulos. Diante de Deus, nenhuma acusação vaga prevalecerá; só a verdade, que a tudo examina.

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