João 8:10

João 8:10
“E, endireitando-se Jesus, e não vendo ninguem mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguem te condemnou?”
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O que este versículo diz

Jesus se ergue novamente e, não vendo mais ninguém além da mulher, dirige-lhe a palavra pela primeira vez. É notável que, em toda a cena, ela até agora não fora tratada como interlocutora, apenas exibida. Agora Jesus a chama de "mulher" — o mesmo termo respeitoso com que se dirigiu à própria mãe em Caná — e faz uma pergunta que a devolve à condição de pessoa: onde estão os que a acusavam? Ninguém a condenou?

A pergunta não é ingênua; é pedagógica. Ela constata o que aconteceu: os acusadores partiram, e com eles a sentença de morte. Jesus faz a mulher tomar consciência de que está viva, de que o cerco se desfez. Há uma ternura enorme nesse momento em que o único que teria autoridade para condená-la escolhe primeiro escutá-la. Para o leitor, o versículo revela um Deus que se aproxima do caído não para esmagá-lo, mas para reerguê-lo, restituindo-lhe a voz e a dignidade que os homens lhe haviam tirado.

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