Lucas 13:34
“Jerusalem, Jerusalem, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quiz eu ajuntar os teus filhos, como a galinha os seus pintos debaixo das suas azas, e não quizeste?”
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“Jerusalem, Jerusalem, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quiz eu ajuntar os teus filhos, como a galinha os seus pintos debaixo das suas azas, e não quizeste?”
O que este versículo diz
A menção a Jerusalém desperta em Jesus um dos lamentos mais comoventes do Evangelho. Ele repete o nome — "Jerusalém, Jerusalém" — com a ternura e a dor de quem ama profundamente, e descreve a cidade como aquela que "mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados". Não há aqui frieza de juiz, mas o pranto de um coração ferido pela recusa do amado.
A imagem que se segue é de maternal delicadeza: quantas vezes ele quis reunir os filhos da cidade "como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas", e não quiseram. A figura evoca proteção, calor e refúgio diante do perigo, e revela um Deus que insistentemente busca abrigar seu povo. O drama está no "não quiseste": o amor divino respeita a liberdade humana e pode ser recusado. Para o leitor, este versículo desfaz qualquer caricatura de um Deus distante ou vingativo. O que se vê é um amor persistente e vulnerável, que se oferece muitas vezes e chora quando é rejeitado, sem forçar a entrada de ninguém.