Lucas 18:11
“O fariseo, estando em pé, orava consigo desta maneira. Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.”
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“O fariseo, estando em pé, orava consigo desta maneira. Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.”
O que este versículo diz
A oração do fariseu começa com uma ação de graças, o que soaria piedoso, mas logo se revela um monólogo de autoelogio. Ele ora "consigo", voltado para si mesmo, e usa Deus apenas como plateia para comparar-se favoravelmente aos outros: não é como os roubadores, os injustos, os adúlteros, "nem ainda como este publicano". O dedo apontado ao homem ali perto expõe o veneno do desprezo anunciado antes.
O problema não são os pecados que ele evitou, que de fato são males reais, mas o fato de sua justiça se construir sobre a condenação alheia. Sua oração não pede nada, não confessa nada, não espera nada de Deus; apenas se admira a si mesma. Para o leitor, é um retrato incômodo de como a religião pode se tornar um espelho em vez de uma janela. Quando nos aproximamos de Deus só para confirmar nossa superioridade, deixamos de orar de verdade. A verdadeira oração começa quando paramos de nos comparar e passamos a nos entregar.