Mateus 25:18

Mateus 25:18
“Mas o que receberá um foi enterral-o no chão, e escondeu o dinheiro do seu senhor.”
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O que este versículo diz

O terceiro servo faz o oposto dos anteriores: cava um buraco e esconde na terra o talento do seu senhor. O gesto não é de dissipação nem de roubo — ele guarda o dinheiro, aparentemente preservando-o. Mas a parábola apresentará essa aparente prudência como falência da confiança. Enterrar o talento era, de fato, uma forma reconhecida de guardar valores com segurança na antiguidade; o problema não é técnico, é de disposição do coração. Ele tratou o bem confiado como algo a esconder, não a fazer render; escolheu a inércia em vez do risco da fidelidade. O verbo "escondeu" carrega o tom de quem se protege e se omite. Aqui já se anuncia o contraste que dará sentido a toda a parábola: fidelidade não é apenas não perder, é fazer frutificar. Para o leitor, o alerta é sutil e penetrante. Há uma forma de infidelidade que não faz mal escandaloso, apenas não faz o bem possível — a vida guardada, o dom sepultado pelo medo, a oportunidade neutralizada pela passividade. Também disso a parábola nos chama a prestar contas.

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