Mateus 26:67
“Então cuspiram-lhe no rosto; e uns lhe davam punhadas, e outros o esbofeteavam,”
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“Então cuspiram-lhe no rosto; e uns lhe davam punhadas, e outros o esbofeteavam,”
O que este versículo diz
Condenado, Jesus passa a ser objeto de escárnio e violência física: "cuspiram-lhe no rosto", desferiram-lhe socos, esbofetearam-no. O cuspe no rosto era, naquela cultura, um dos gestos mais humilhantes; as pancadas acrescentam a dor à humilhação. Aquele que pouco antes falava de vir sobre as nuvens do céu é agora agredido por mãos humanas.
O evangelista descreve tudo com sobriedade, sem dramatizar, mas o leitor familiarizado com os profetas reconhece aqui os traços do servo sofredor, que oferece o rosto aos que o ferem. Jesus não revida, não amaldiçoa, não se defende; suporta a degradação em silêncio. Há um mistério profundo nessa mansidão: o poder de Deus se revela não em esmagar os agressores, mas em suportá-los por amor. Para nós, a cena é ao mesmo tempo dolorosa e reveladora. Ela mostra até onde foi o amor que se entregou, e nos interroga sobre como reagimos à humilhação e à injustiça — se com revide, ou com a força serena de quem confia inteiramente em Deus.